About Ser Me
in the BlogPrimeira parte
do Livro: 7 HABITOS DAS PESSOAS ALTAMENTE EFICAZES, OS – COVEY, STEPHEN R. – ADMINISTRAÇÃO-DESENVOLVIMENTO
Por Flávia Araújo
A tarefa que me foi incumbida de iniciar as discussões a cerca desse livro, considero um verdadeiro presente, pois há muito que me sinto angustiada na busca de respostas sobre os diversos campos da minha vida, inclusive afetivo.
Tomara que ainda me reste tempo de cuidar mais e melhor da minha “galinha dos ovos de ouro” (ou melhor meu galo), pois das várias reflexões que me surgiu, percebi que negligenciei meu relacionamento viajando para dar mini-cursos, que não era o foco naquele momento. Mas ao invés de me encher de sentimento de culpa ou tristeza, me empenharei para reavivar nossa interdependência e retomar nossa história, bem como melhorar como pessoa que sou, seja na minha vida profissional ou familiar, e, sobretudo, no nosso relacionamento.
Particularmente considero que havendo o afeto, a tolerância e a solidariedade é possível desenvolver a proposta dos 7 hábitos, pois a soma de tudo isso se traduz em respeito mútuo entre as pessoas, ponto dos relacionamentos humanos.
Um dos pontos mais importante dessa primeira parte é compreender a palavra paradigma retratado pelo autor, análogo a mapa e farol terrestre, para indicar o sentido quanto ao modelo ou lentes que vemos o mundo, pois vemos o mundo como nós somos, ou seja, como fomos condicionados a vê-lo..
Cada um de nós tem, dentro da cabeça, muitos e muitos mapas, que podem ser divididos em duas categorias principais: mapas do modo como as coisas são, ou da realidade, e mapas do modo como as coisas deveriam ser, ou dos valores. Interpretamos todas as nossas experiências a partir destes mapas mentais. Raramente questionamos sua exatidão, com freqüência nem percebemos que os utilizamos.
Os paradigmas são poderosos, pois se constituem nas lentes pelas quais vemos o mundo. A força contida na mudança do paradigma impulsiona os saltos qualitativos, seja a mudança um processo lento e deliberado ou uma transformação instantânea.Os princípios são como os faróis. Um salto qualitativo somente pode ser realizado em nossas vidas quando deixamos de cortar as folhas da atitude e do comportamento e passamos a trabalhar nas raízes, nos paradigmas que determinam nossa conduta.
Ética do Caráter versus Ética da personalidade
Um outro ponto importante é destacado quanto à diferença a cerca das Éticas do Caráter e da Personalidade, o que nos permite flagrar-nos quanto ao uso freqüente do paradigma da Ética da Personalidade, e que na maioria das vezes incorre no insucesso das soluções.
Pois enquanto a Ética do Caráter está ligado coisas como a integridade, humildade, fidelidade, persistência, coragem, justiça, paciência, diligência, modéstia e a regra do ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam). A Ética da Personalidade trilha dois caminhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas e o outro uma atitude mental positiva (AMP), se importando com a técnica de influência imediata, a estratégia do poder, a habilidade na comunicação e a atitude positiva.
Nesse sentido muitas vezes queremos que as pessoas ajam da forma que esperamos (Ética da Personalidade), mas não nos importamos com os seus valores, ou pior muitas vezes temos uma conduta que acaba sendo traída pelo nosso caráter. Por isso, que reza que é fútil colocar a personalidade acima do caráter. Para conseguir uma mudança efetiva é preciso atingir as raízes, ou seja, os princípios básicos.
Os princípios não são valores. Os princípios são o território. Os valores são os mapas. Quanto mais nossos mapas ou paradigmas estão próximos a estes princípios ou leis naturais, mais precisos e funcionais eles serão. Mapas corretos causarão um impacto incomensurável em nossa eficácia pessoal e interpessoal, muito mais do que qualquer esforço despendido na mudança de atitudes ou comportamentos.
Por exemplo, precisamos aprender a ouvir, para nos relacionarmos eficazmente com as pessoas. E isso exige força interior. Ouvir implica paciência, mente aberta e vontade de compreender – qualidades supremas do caráter. É muito mais fácil agir de um modo grosseiro e ficar dando conselhos de alto nível. Quando se age assim, o medo substitui a cooperação, e as duas pessoas envolvidas passam a ser mais arbitrárias e defensivas.
Um outro ponto que merece destaque é quanto ao novo nível de pensamento e ao tipo de abordagem dos hábitos, é a abordagem é de dentro para fora, o inverso pode até trazer algum resultado, mas não durará muito, visto que estaremos percorrendo no paradigma da personalidade, muitas vezes influenciados por outras pessoas, e deixando de lado nossas motivações. Por isso que o hábito se concretiva nas três direções abordadas abaixo.
A frase de Albert Einstein “Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram propostos”. Nos leva a refletir sobre os diversos problemas que enfrentamos, e sem dúvida tentamos em vão resolver no mesmo paradigma que nos encontrávamos quando foram criados, por isso é importante a mudança, ou melhor só com o mapa correto poderemos chegar na solução, no ponto estratégico que desejamos.
Definição dos “hábitos”
Para a definição de hábitos, tomamos as reflexões:
“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”. ARISTÓTELES
Nosso caráter, basicamente, é composto pelos hábitos que desenvolvemos. “Plante uma idéia, colha um feito; plante um feito, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino”, diz o ditado.
Ao passar pelo funil o conhecimento (paradigma teórico), a capacidade (paradigma prático), e, a vontade (paradigma psicológico), temos como resultado o HÁBITO. Pois o conhecimento diz o que o que e porquê fazer. A capacidade mostra como fazer. E a vontade trata-se da motivação (desejo) de azer.
Ainda bem que os hábitos podem ser mudados, mas não é uma tarefa fácil e precisamos nos empenhar para conseguir a mudança. Romper com tendências profundamente arraigadas, que violam princípios básicos da eficiência humana exigem muito mais do que um pouquinho de força de vontade e mudanças diminutas em nossas vidas. Esse processo é comparado ao lançamento de um foguete ao espaço, pois a energia gasta para a sua decolagem demanda um esforço tremendo, mas assim que superamos a força da gravidade, toda liberdade assume um novo sentido. Assim, também ocorre com a força da gravidade de alguns de nossos hábitos, como qualquer força natural pode trabalhar contra ou a favor de nós.
Formar um hábito exige esforço nas três direções. Pois saber que preciso ouvir e saber como ouvir não é o bastante. A não ser que se queira ouvir, que se tenha a vontade necessária, do contrário não se tornará um hábito em sua vida. Se não houver um esforços nessas três direções resultará na ineficácia da interação humana.
Uma mudança precisa ter como motivação um objetivo nobre, acrescida da disposição para subordinar o que você pensa que quer no momento ao que realmente quer para o futuro. A felicidade pode ser definida, pelo menos em parte, como o fruto da capacidade e do desejo de sacrificar o que queremos agora em função do que queremos futuramente.
Princípios interiorizados e padrões de comportamento
Os três paradigmas apresentados no livro quanto aos padrões de comportamento, resultante dos princípios interiorizados, como:
- Paradigma do você – relacionada à dependência, por exemplo quando somos crianças, só sobrevivemos devido aos cuidados de outras pessoas, como nosso pais.
- Paradigma do eu – relacionado à independência, até que uma hora conseguimos agir sozinhos sem necessariamente a ajuda de outras pessoas.
- Paradigma do nós – relacionado à interdependência, muitas vezes é confundido com independência, mas trata-se de um conceito muito mais maduro e avançado, que necessariamente considera que o fazer juntos é muito mais eficaz do que todo o empenho se fosse feito isoladamente.
Entretanto, nem sempre tais paradigmas ocorrem isolados ou seqüenciais, enquanto que em algumas situações da vida, principalmente na fase adulta, já estejamos muito mais dentro da independência próximo da interdependência (ou não), pois o estágio da interdependência é uma escolha que só pode ser feita por pessoas independentes, por outro lado há ocasiões que insistimos em agir como dependente de outras pessoas. De acordo com o autor é importante que possamos vivenciar de acordo com o paradigma (mapa ou farol) da interdependência para atingirmos a eficácia, pois mais tarde descobrimos que o ponto culminante de nossas vidas tem a ver com nosso relacionamento com os outros, pois a vida humana se caracteriza pela interdependência.
Paradigma dos Sete Hábitos (Equilíbrio P/CP)
Fazendo uma analogia à fábula da galinha dos ovos de ouro, o autor denomina P de Produção (ovos de ouro) e CP de Capacidade de Produção (a galinha), logo a eficácia consiste no equilíbrio P/CP além de se relacionar com o paradigma da eficiência, ou seja, se você se volta apenas para os ovos de ouro e não cuida da galinha, logo será interrompida tal produção, o inverso não é diferente, se você se volta apenas para a galinha e não valoriza os ovos de ouro não terá como “sustentá-la” por muito tempo.
Para esclarecer ainda mais o livro aplica vários exemplos a relação P/CP, o que não é difícil associarmos as diversas situações que nos ocorrem na vida, num ponto é fácil concordar com o autor, pois somente havendo o equilíbrio P/CP é que podemos obter a eficácia dos resultados esperados, seja qual for um dos três meios (físico, financeiro ou humano).
A manutenção do equilíbrio P/CP, entre os ovos de ouro (a produção) e a saúde e bem estar da galinha (a capacidade de produção), exige com freqüência uma boa capacidade de discernimento. Mas eu tenho a impressão de que isso é a verdadeira essência da eficácia.
Como Utilizar Este Livro
É interessante não ler um livro como aqueles que devolvemos a prateleira, e sim que seja consultado sempre que necessário na busca de aprimorar os 7 hábitos.
Em segundo lugar, gostaria de sugerir que mudasse o paradigma de relação com este material, passando do papel de estudante para o de professor. Utilize uma abordagem de dentro para fora, e leia tudo com um propósito em mente, o de compartilhar e discutir o que aprendeu com outras pessoas, em 48 horas após a leitura. Em ultima análise, como observou Marilyn Ferguson, “ninguém pode persuadir outra pessoa a se modificar. Cada um de nós toma conta da porta da mudança, que só pode ser aberta pelo lado de dentro. Não podemos abrir a porta de outra pessoa, seja por meio de argumentos”. ou de pressão emocional”.
O Que Você Pode Esperar
Ora se podemos esperar que,
Conforme você se abrir para os três hábitos seguintes – os hábitos da Vitória em Público -, irá descobrir e libertar tanto a disposição quanto os recursos para recuperar e reconstruir relacionamentos importantes que se deterioraram ou mesmo que tenham sido interrompidos. Os relacionamentos em boa situação irão se beneficiar, tornando-se mais profundos, sólidos, criativos e movimentados.
Só há um jeito de confirmar isso, vivenciando..
2 Comentários»
[...] Extraído desse blog. [...]
Flavia, o computador deu um problema e apagou o livro que eu estava lendo, me manda outro por favor…bjs. edi.